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domingo, 12 de abril de 2015

Uma despedida horripilante

Em noite assombrada Paraná Clube sofre derrota e é despachado das quartas de finais do estadual. Sem mostrar o futebol convincente das últimas atuações que realizou fora de casa, o tricolor é barrado pela boa marcação do Operário e acumula marca negativa de ficar sem disputar o título paranaense. Já são assustadores nove anos consecutivos!

O JOGO

Ambas equipes vinham ao campo com desfalques. Do lado tricolor Netinho, Jean e Rossi cumpriam suspensão. O Fantasma não contava com seus dois apoiadores esquerdos: o titular e reserva (Jhonathan suspenso e Peixoto machucado). Assim Julinho foi improvisado. O Operário jogara diante de sua torcida e tinha perdido pontos em casa somente no confronto contra o mesmo Paraná, na fase inicial do campeonato. O Tricolor jogou sua melhor partida na temporada neste mesmo confronto – vitória por 3x1. O resultado de igualdade levava a decisão da vaga para as penalidades, e com isso era depositada a confiança de um jogo aberto para duas equipes, sempre buscando o resultado. E logo no início da partida a bola já estava balançando as redes! No primeiro minuto, em cobrança de falta pelo lado do Operário, a bola chega na grande área e conta com desvio na zaga do Paraná, mas o arbitro marca falta do atacante Douglas Oliveira sobre Cleiton. O Fantasma, por contar com o apoio da torcida, fazia um abafa e possuía por mais tempo a bola no setor de criação. Não sabendo se comportar com a situação, o time da capital cometia alguns deslizes e, aos 8 minutos, Cleiton erra o domínio e coloca a mão na bola. Falta marcada! Na cobrança, a zaga falha e Juba aproveita. Está aberto o placar: um tento ao Operário. O Tricolor busca a reação e em uma falta cobrada por Lucio Flávio aos 14, o goleiro Jonathan pega à queima roupa e afasta o perigo de gol. O jogo fica equilibrado, as ações dos dois times são contidas pelas defesas e a marcação dos mandantes se mostra mais eficiente. Ricardo Conceição aos 30, recebe bom passe da esquerda, entra na área e chuta cruzado, a bola passa raspando a meta do Operário. O jogo é de decisão e o clima fica mais tenso. Cartões amarelos são apresentados: Cleiton (no lance do gol) e Yan Phelippe recebem pelo Paraná; Julinho e Lucas pelo Fantasma. O time da casa com a vantagem no placar segura o resultado no primeiro tempo, já os visitantes não possuem criação e sofrem para tentar igualar o placar.

Na segunda etapa os times voltam credenciados a vencer. O Operário busca o gol que lhe assegure a vantagem e o Paraná o que dê a oportunidade de disputa de pênaltis. A forte marcação é a característica da partida. Jogadas mais duras vão sendo disputadas, tanto que em uma cobrança de escanteio favorável ao Fantasma, os atacantes Juba e Yan trocam “carinhos” e por sorte nenhum foi expulso, pois nenhum do trio de arbitragem viu a cena! Ao passar do tempo o Tricolor se alçava ao ataque, mas sem nenhuma criatividade, assim deixava espaços para o Fantasma jogar. Aos 14, em jogada de linha de fundo Danilo Baia cruza para Douglas Oliveira que cabeceia, e com uma defesaça Marcos espalma, e a defesa joga para fora. No escanteio, o zagueiro Mendes manda a bola no travessão. A pressão da torcida dá ânimo e o time dos campos gerais fica mais perto do segundo gol, que sai aos 23 minutos - numa cobrança de falta espetacular de Ruy. Jogada muito bem ensaiada com Juba, onde o atacante rola a bola para trás, e o meia faz um belo giro e solta um canhão no ângulo de Marcos. 2x0 para o Fantasma! Com a confiança lá no alto, o camisa 10 que acabara anotar o gol, arrisca da linha do meio campo para surpreender o Paraná. Mas a bola subiu demais. Insatisfeito com o desempenho em campo, o técnico Gusso realiza algumas modificações para ir pro tudo ou nada. Rubinho e Marco Serrato são acionados para tentar ajudar na criação, mas nada que faça efeito. O jogo fica pegado novamente, Paraná explora os contra-ataques mas peca no último passe. Mais ‘consciente’ em campo, o Operário vai sendo cirúrgico e aproveita as chances com mais eficiência. E, aos 45, fecha o caixão! No contra-ataque bem puxado, Léo Salino lança Douglas Oliveira no meio da zaga paranista, e com um toque rápido ajeita a bola para Pedrinho, onde o mesmo, com tranquilidade arremata no canto e garante a classificação às semifinais. E aumentando as possibilidades de uma vaga para Série D do Brasileirão para o Fantasma! Restou ao Tricolor amargurar a volta para capital, e a sina de mais um ano sem poder comemorar uma conquista de título estadual. A última foi no distante ano de 2006.

O próximo encontro do Paraná Clube será dia 23, no jogo de volta da Copa do Brasil, contra o Jacuipense-BA, na Vila Capanema, às 19:30.


terça-feira, 7 de abril de 2015

Classificação? Embala pra viagem

A partida que inaugurava a abertura da fase decisiva do campeonato tinha a expectativa de repetir a dose do primeiro encontro das equipes, que se enfrentaram na 10ª rodada na casa do Operário. Naquela oportunidade o Tricolor da Vila venceu e convenceu: 3x1 incontestável e classificação assegurada à fase mata-mata. Mas “dentro de casa”, novamente o Paraná não demonstrou seu ímpeto e não saiu do empate com o Fantasma. Agora a equipe da capital vai tentar seguir sua sina de mostrar seu verdadeiro futebol fora de casa e avançar na competição em Ponta Grossa.

O JOGO                                                                                   

Com a volta de Lucio Flávio e Netinho, poupados no jogo da Copa do Brasil, Luciano Gusso colocou força máxima para fazer frente ao Fantasma. Por conta dos laudos vencidos da Vila Capanema, o Paraná teve que mandar seu jogo no Couto Pereira, nesta primeira partida das quartas. E a torcida paranista marcou presença! O jogo se iniciou com o time da Vila Capanema marcando sob pressão, avançando pelas laterais e explorando a habilidade de Rossi, que construía as melhores jogadas nos primeiros cinco minutos. No entanto, quem realmente chegou perto de abrir o placar foi o Operário. Aos cinco minutos, uma inversão de bola feita por Pedrinho da direita para à esquerda, chegou até a grande área tricolor e, de primeira, Ruy arremata levando perigo ao goleiro Marcos. O jogo vai ganhando mais movimentação das duas equipes, que aproveitam bem o setor de criação e exploram a velocidade de seus atacantes. Aos 12, Douglas recebe ótimo lançamento em profundidade, avança para a grande área, mas peca na finalização e assusta novamente a torcida paranista. O Paraná esbarra na forte marcação do time de Ponta Grossa, e muitas faltas são anotadas pelo árbitro. A válvula de escape do time era explorando a velocidade de Rossi. O jovem atacante sempre buscava alternativas pelas laterais e cruzamentos. A grande oportunidade do primeiro tempo surgiu no último lance. Bola alçada na área de um escanteio cobrado por Lucio Flávio, de cabeça o pequenino Rossi finaliza em direção ao gol exigindo grande defesa de Jhonathan, que deu rebote, mas de voleio, Carlinhos desperdiça a chance de abrir o placar.

Na volta do intervalo o Paraná segue a mesma dinâmica e tenta investir numa pressão nos minutos iniciais, mas a forte marcação do time visitante impede a ação dos atacantes do Tricolor. No minuto cinco, Rossi faz uma jogada alá futevôlei e, com um passe de peito, ajeita a bola para Ricardinho, que de primeira arrisca ao gol e leva muito perigo à meta do Fantasma. Instantes depois, aos 12, Rossi avança da intermediária, corta o zagueiro e de fora da área fuzila em direção ao gol, mas Jhonathan mostra agilidade e faz outra grande defesa. Esse embate entre Rossi e Jhonathan, como você pode perceber, já vem se desenhando há algum tempo, mas o ‘auge’ deste confronto chegou no minuto 23. Após um suposto encontro desnecessário com Ricardinho, o arqueiro do Operário simula falta e se joga em campo. O Tricolor revoltado com a atitude do goleiro faz pressão em cima da arbitragem, e de forma mais acentuada, Rossi reclama e recebe cartão amarelo. Irritado, continua pronunciando-se de forma contrária à falta marcada e recebe cartão vermelho! O jogo prossegue, e com um à menos o clube da capital se fecha e tenta assegurar o empate diante sua torcida. Operário com a vantagem de um jogador se atira a frente, tenta abrir o placar com arremates de longa distância e bolas paradas, mas esbarra em grandes defesas do goleiro paranista. Aos 30, numa cobrança de falta, Marcos espalma para frente e no rebote, Juba chutou no canto, e no reflexo, com o pé esquerdo, Marcos novamente evita o gol. Aos 39 a bola chega a balançar a rede, mas o bandeirinha marca impedimento do ataque do Operário. A partida volta a se concentrar em jogadas duras e o relógio anda. Paraná se segura e garante o resultado de igualdade, já o time do Fantasma se poupa e leva a decisão para sua casa.

O próximo encontro das duas equipes será realizado nesta quarta-feira, dia 08, em Ponta Grossa, às 22 hs. Um novo empate sem gols leva a decisão da vaga às penalidades, assim como um empate com gols. Uma vitória fora de casa classifica o Paraná para as semifinais. Operário necessita da vitória para poder chegar à próxima etapa do campeonato!


sábado, 4 de abril de 2015

“Troca de chip” traz vantagem ao Tricolor

Depois de celebrar a classificação à fase final do estadual, o Tricolor da Vila Capanema muda o foco durante a semana e estreia na Copa do Brasil, contra o Jacuipense. Vitória magra em solo baiano não elimina jogo de volta, mas traz boa vantagem ao Paraná.

O JOGO

O técnico Luciano Gusso poupou algumas das principais peças do elenco por conta do desgaste físico e para poder continuar com força total na disputa do título estadual. A equipe paranista que entrou em campo na estreia da Copa do Brasil nesta quarta-feira, teve uma motivação especial: caso o clube conseguisse avançar logo no jogo de ida, ganharia uma premiação de R$ 240 mil – convenhamos que para uma equipe com crise financeira, não é nada mal! Mas logo quando a bola rolou já dava para ver que seria difícil arrancar bons frutos nesta partida. Lucas Sotero e Marcos Serrato tomavam a iniciativa de criação pelo lado tricolor, mas o campo irregular prejudicava o andamento do jogo e a bola mal chegava ao ataque. A primeira tentativa de abrir o placar apareceu aos 7 minutos, com Lucas Sotero, onde invadiu a área e chutou cruzado. Com um equilíbrio defensivo e proposta de jogar no contra-ataque, a equipe do interior baiano neutralizava bem o setor de criação do Paraná, e aos poucos ia explorando os vacilos da equipe paranista. Mas ficou por isso só, nada mais foi criado com perigo por nenhuma das equipes na primeira etapa.

No complemento do jogo nos minutos iniciais, o time da Vila esboçou uma pressão com chutes de fora da área, jogadas em velocidade e cruzamentos, mas nenhuma que chegasse a conclusão de gol. E dessa forma o time do Jacuipense cresceu na partida e, aos 7 minutos da segunda etapa criou a primeira grande oportunidade: Marclei recebeu bola em profundidade e saiu frente a frente com o arqueiro tricolor, mas desperdiçou concluindo para fora. Marcos foi sendo acionado aos poucos e com belas defesas foi segurando o zero no placar, favorável ao Paraná. Uma das defesas Marcos foi exigido por um arremate de fora da área, onde Ananias contou com um desviou na zaga. Logo em seguida Luciano Gusso ordenou uma nova postura do seu time em campo, e a equipe aderiu. Utilizou de mais bolas em velocidade e boas trocas de passes no meio campo. Aos 24 minutos, Carlinhos manda uma bomba em direção ao gol e esbarra em grande defesa do goleiro do time baiano. Aí apareceu o ‘dedo do técnico’: comandante tricolor saca Sotero e promove Yan Phelippe – cria da base. Jovem atacante entrou nos minutos finais da segunda etapa e colocou fogo na partida com boas movimentações no campo. Ananias mais uma vez levou perigo à meta paranista com um chute na trave, com outra defesa do goleiro Marcos. Depois desse lance o Paraná tomou conta do restante da partida, com boas tramas no setor ofensivo e belas chances de gol. E no minuto 35, Ricardinho alça bola na grande área para o Yan Phelippe, que de cabeça, arremata ao gol e abre o placar. É o primeiro gol do atacante pelo profissional! Com a vantagem no placar a equipe cozinhou o jogo e esperou o apito final para celebrar a vitória.

Com o resultado de 1x0 favorável no placar, Paraná não eliminou a partida de volta, mas trouxe para Curitiba uma boa vantagem para se classificar à segunda fase da competição nacional. Agora com um resultado de igualdade no dia 15 de abril, diante de seu torcedor na Vila Capanema, a equipe tricolor passará adiante. Caso o resultado se inverta e o Jacuipense vença pelo placar mínimo, a vaga será decidida nos pênaltis.


O próximo confronto do Paraná será válido pelas quartas de final do estadual, diante o Operário, no Couto Pereira, neste sábado às 18:30.


E aqui vai um link para galera conhecer um pouco mais do Tigre da Vila, o Saulo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Tabelas

Então pessoal para todo mundo ficar informado, nesse post vamos trazer a tabela final da primeira fase, do Torneio da Morte e claro a do mata-mata! E algumas explicações para todo mundo ficar por dentro de tudo que vai acontecer no Campeonato Paranaense 2015, a partir de agora.

Tabela final da primeira fase

  
Fotos: http://globoesporte.globo.com/pr/futebol/campeonato-paranaense/index.html

Torneio da Morte 


DESCENSO OU TORNEIO DA MORTE

As quatros últimas equipes desta classificação da primeira fase, logo aquelas que não se classificaram para a disputa do título, farão parte do Torneio da Morte. Essa nova fórmula incrementa ainda mais uma disputa esquentadíssima para evitar a queda de dois clubes para a segunda divisão paranaense. Nesse seleto grupo estão o Prudentópolis, que somou apenas 3 pontos em 11 jogos; Nacional de Rolândia que pontou 4 vezes; Rio Branco com campanha de 10 pontos; e a surpresa negativa da competição: Atlético que somou 14 pontos e abriu o grupo do descenso.

O regulamento determina que estes quatros clubes iniciem a tabela com pontos zerados. Serão confrontos de pontos corridos, com turno e returno. Os dois clubes que somarem a menor quantidade de pontos nesse torneio serão rebaixados, assim participarão da segundo divisão do Paranaense, em 2016, abrindo duas vagas aos clubes que tiveram melhor participação na categoria de acesso à elite do futebol do estado.

Os jogos já se iniciam neste final de semana de Páscoa, com bons jogos tanto pela briga ao título quanto à permanência na primeira divisão!

Mata-mata



O mata-mata é definido da seguinte forma: utiliza-se a classificação da primeira fase, nela os que ficaram do primeiro ou oitavo lugar se classificam. Os confrontos são divididos assim: primeiro x oitavo, segundo x sétimo, terceiro x sexto e quarto x quinto. Lembrando que do primeiro ao quarto lugar faz o segundo jogo em casa. Após as quartas, temos as semifinais e a final do Paranaense. Que assim que forem definidas serão colocadas nesse post!

E que venha o mata-mata!

Esse era um dos jogos mais esperados, por ser um clássico e também por toda a polêmica sobre onde iria ser a partida (que no final foi decidido que iria ser na Vila Capanema mesmo, porém com portões fechados), além é claro de ser a chance dos dois times fecharem, com chave de ouro, a primeira fase. Tinha tudo para ser um bom jogo, mas não foi, uma pena! Quem sabe esse jogaço acontece no mata-mata?

O JOGO

A expectativa era de um clássico disputado e de bom futebol, os primeiros minutos já davam um indício que seria, apesar de ser um jogo sem torcida (que muitas vezes é o décimo segundo jogador), do Coritiba não ter ido com força máxima e do Paraná estar sem a sua zaga titular. Logo no primeiro minuto surgiu a primeira chance, Lucas Otávio cruzou para o Rafhael Lucas, que chutou, o goleiro Marcos defendeu e no rebote Cáceres perdeu a oportunidade de abrir o placar, em seguida o Paraná respondeu. Aos 4 minutos, Ricardinho chutou cruzado e forte, a bola balançou a rede, mas pelo lado de fora. As chances vinham aparecendo, o jogo estava bem disputado. Aos 25 min o Vaná mostrou qualidade, Rossi recebeu lançamento do Lúcio Flávio e de primeira mandou pro gol, o goleiro do Coxa no reflexo defendeu. Como a síntese do jogo era toma lá da cá, no minuto 28, Rafhael Lucas recebeu na pequena área, chutou, mas o zagueiro Bianor salvou o Tricolor. Numa última tentativa de abrir o placar, no primeiro tempo, Rafhael Lucas aproveitou a cobrança de falta, cabeceou, mas novamente a defesa do Paraná apareceu, tirou em cima da linha e impediu o gol. Depois de todas essas chances o gol, tanto para o Paraná Clube ou para o Coritiba, parecia uma questão de tempo.

No segundo tempo, as duas equipes começaram com tudo, mas quem teve a chance mais clara de abrir o placar, foi o Tricolor. Com 12 minutos de jogo, Rossi invadiu a área alviverde, chutou forte e mais uma vez o Vaná salvou. E então chegou uma expectadora para o jogo: a chuva! No entanto nem ela parecia que iria impedir a fluidez do jogo. Lúcio Flávio cobrou a falta aos 23, e o volante Jean de cabeça mandou no travessão, e então infelizmente essa foi a última grande chance de tirar o zero do placar. Após ela, Yan, atacante do Tricolor, até tentou mudar o jogo, aos 34 quando cruzou para o Marcos Serrato, porém ele mandou por cima do gol do Vaná e aos 45 quando recebeu uma bola, mas estava impedido. E então assim como aquela tarde de domingo chuvosa e sem graça, terminou o jogo.

Agora não tem mais espaço para os erros, agora é mata-mata. Um jogo em casa e outro fora e quem perder está fora! Se a primeira fase tinha um clima mais festivo e não havia pesava tanto uma derrota, agora é diferente, o clima é mais tenso, e as equipes vão com tudo para vencer. E que venham os jogaços!

Na próxima partida o Coritiba vai para Cascavel, encara a Serpente pelo jogo de ida, no Olímpico Cascavel, ás 16 hrs. Já o Paraná Clube pega o Jacuipense, no Valfredão, na Bahia, fazendo a sua estreia na Copa do Brasil, ás 20:30. Lembrando que se vencer por 2 ou mais gols de diferença, elimina o jogo de volta, na Vila Capanema.


              O Paraná Clube começou o ano cercado de dúvidas sobre o time, técnico e principalmente sobre as questões extra-campo (crise financeira). Após um início bem irregular de campeonato, o time pegou ritmo, mostrou um instinto matador fora de casa e com um belo trabalho do técnico Luciano Gusso, no qual ele finalmente fez aquilo que todos esperavam, colocou a base para jogar, e tirou o máximo do elenco que dispõe. Isso explica o bom campeonato que o Paraná fez e a classificação merecida.

Já o Coritiba entrou no Paranaense 2015 com o objetivo de se redimir pela campanha do ano passado, e logo no começo mostrou que veio para ser campeão. Tropeçou uma única vez, para o Foz, mas depois se recuperou engatou uma sequência de vitórias, para ultrapassar o Jotinha (até então era líder), quando tomou a ponta, no confronto direto. Continuou jogando bem e terminou a primeira fase num empate contra o Paraná (aliás que está nesse post). Tudo isso só foi possível porque os reforços deram liga, o Marquinhos Santos ajeitou o esquema (ainda falta um 10, mas o Negueba está dando conta) e claro tem o artilheiro do campeonato (9 gols), Rafhael Lucas, prata da casa, que aproveitou sua chance e com seus gols ajudou o time, encantou o Paraná com o seu futebol e tem tudo para encantar o Brasil!              

terça-feira, 24 de março de 2015

Em perfeita sintonia

A expectativa era de mais uma vitória. Uma das razões para ela é que no jogo anterior o Coritiba venceu o até então líder e demonstrou um bom futebol! Outro motivo para se esperar o resultado positivo é o fato da partida ser no Couto Pereira, lá o Coxa estava invicto no campeonato. E ela veio em uma de suas melhores atuações, onde o alviverde venceu e convenceu. E mais; o Negueba (depois de vários jogos tentando) fez o seu primeiro gol com a camisa do Coritiba.

O JOGO

Contrariando todas as expectativas, quem teve a primeira chance de abrir o placar foi o Cascavel, aos 7 minutos, em um contra-ataque. Everton invadiu a defesa do Coritiba e chutou cruzado, porém o Vaná fez a defesa. Após o susto, o Coxa deu a resposta (onde foi fatal) aos 12 minutos, Wellington Paulista faz boa jogada de velocidade e chuta forte, o goleiro do Cascavel, Juninho, defende, mas Rafhael Lucas pega o rebote e chuta forte no canto esquerdo e abriu o placar. Com esse gol ele chegou a 9 gols no campeonato e é o artilheiro isolado! Depois disso o alviverde controlou a partida, porém sem perder a fome por gols pressionou o Cascavel, criou várias chances. Uma delas aos 22 minutos, na cobrança do escanteio por João Paulo, o Helder deu um passe de cabeça para o Rafhael Lucas que de bicicleta mandou pro gol, mas o goleiro defendeu. O Coritiba seguia no ataque. Com 33 minutos de jogo Wellington Paulista encobriu o goleiro, mas o zagueiro Cristian salvou o gol (ou não, lance bem duvidoso). Porém o inevitável aconteceu. De tanto atacar o Coxa fez o seu segundo gol aos 38 minutos. Negueba recebeu do Wellington Paulista, dominou no peito e de fora da área fez um golaço - seu primeiro pelo Coritiba.

 Com a partida controlada, no segundo tempo o alviverde não tirou o pé. Logo aos 3 minutos Rafhel Lucas quase fez o seu segundo na partida, numa boa jogada driblou o goleiro, chutou, no entanto a redonda foi na trave. O terceiro gol do Coritiba estava reservado para outro jogador. Wallyson que estava estreando, aos 23 minutos, aproveitou o cruzamento do Norberto e no meio da área, de primeira, mandou pro gol. Pronto! A partida estava praticamente definida. A Serpente esboçou uma pequena reação, no minuto 28, Dewide recebeu um passe, chutou de fora da área e com desvio encobriu o arqueiro coxa branca. Infelizmente esse gol impediu o Vaná de continuar sua sequência de jogos sem tomar gols: com isso ele tem a oitava maior na história do Coxa. Em seguida o Keirrison (que fazia o seu primeiro jogo em 2015) entrou no lugar do Rafhael Lucas. O alviverde controlou a partida, esperou o juiz apitar e garantiu mais uma vitória, a quarta seguida.

No próximo jogo tem clássico! O Coritiba encara o Paraná Clube, pela última rodada da primeira fase, às 16 hrs, na Vila Capanema


E além de driblar (dibrar) ele faz gol também. Parabéns pelo primeiro gol com a camisa do Coxa!  

Xô Fantasma

Logo do subir do vestiário em sentido ao gramado do estádio Germano Kruger para enfrentar o Operário, o torcedor paranista já se formulava a seguinte questão: “Qual será o tricolor que jogará hoje? O aguerrido time que venceu o Maringá, o apático Paraná da derrota para o Foz ou o desastroso que jogou contra o Londrina?” Que nada! Poucos eram aqueles que imaginavam (ou até mesmo ninguém) que nesse jogo sairia a melhor atuação do tricolor nesta temporada.

O JOGO

Realizadas algumas mudanças necessárias na escalação dos 11 titulares da equipe, o técnico Luciano Gusso optou por jogar com dois homens na linha de frente e um meio campo composto com marcação forte e habilidade na distribuição de munição aos companheiros de ataque. Mas a grande novidade foi a escalação de Carlinhos que acaba de voltar de lesão - foi relacionado como titular e não decepcionou a torcida paranista. Logo no início do jogo o setor de meio campo já cumpria as ordens de seu comandante e marcava sob pressão o time adversário. O Operário sem muitas chances via no chutão sua maneira de refúgio. Nos primeiros minutos o tricolor avançava pelas laterais e tentava criar as oportunidades. A primeira vez que chega com perigo no entanto é em um chute de fora da área com Jean, aos 18 minutos. Mas, logo na próxima investida pelas laterais, Carlinhos recebe uma cobrança manual próximo a grande área, e com extrema categoria encobre seu marcador com um lindo chapéu, domina a bola com carinho, aos 25 da etapa inicial, conclui a gol e tira o zero do placar! Além dessa obra de arte realizada em campo, o tento paranista é celebrado como um feito histórico: o gol 900 da história do clube em competições estaduais. Após o gol, o time da Vila continuou pressionando o Operário em seu campo de defesa e em instantes depois de abrir o placar aumentou sua vantagem: novamente em jogada pela lateral. Netinho cruza bola no primeiro poste e Carlinhos deixa sua marca novamente, dando números finais na primeira etapa.

 Na segunda, já com uma boa vantagem adquirida, o Paraná cozinhava o jogo com trocas de passes envolventes, mas quando era preciso acelerar a partida para levar perigo o quarteto de criação (composto por Lucio Flávio, Jean, Marcos Paulo e Ricardinho) tomava conta da partida. Aos 15 minutos sem levar nenhum susto do Fantasma, o técnico Gusso já iniciava o projeto de poupar jogadores, pois a vaga na fase final já estava assegurada, e como parte dessa tática substituiu o Carlinhos. Aos 21 minutos Ricardinho em lance de bola parada decretou a vitória tricolor. Assim o clube relaxou e passou a esperar o término da partida. Já com 3x0, Operário esboçou uma reação, mas nada que preocupasse o setor defensivo da equipe da capital. Com a vitória, o Paraná Clube subiu duas posições, alcançou 4º lugar com 17 pontos e classificação antecipada à próxima fase!

Na próxima partida o tricolor terá pela frente o clássico contra o Coritiba, ás 16 hrs, na Vila Capanema, válido pela 11ª rodada.




domingo, 22 de março de 2015

Um tipíco, zero a zero

Em mais uma partida irregular do time, o tricolor consegue “arrancar” um empate fora de casa contra o Londrina. Mas desperdiça uma grande oportunidade de recuperar o caminho das vitórias e ultrapassar um rival direto na tabela. Com algumas modificações feitas pelo técnico Gusso a equipe ficou congestionada no meio campo e não construiu boas jogadas no setor ofensivo. Resultado: Um 
0x0 broxante!


O JOGO



Para quem teve o privilégio de acompanhar ao vivo esta partida teve vários motivos para se arrepender depois. O pré-jogo até dava sintomas que a partida seria quente, mas nada disso aconteceu. Com a presença de apenas um atacante de ofício dentre os 11 titulares escalados por Gusso, Maikinho tinha o papel de trazer os “tentos” que dariam à vitória tricolor no norte do estado. No primeiro tempo tivemos um Paraná muito povoado no meio campo, mas sem nenhuma criatividade para desenvolver jogadas boas que resultassem em perigo ao Londrina. Com isso o Tubarão passou a pressionar a saída de bola e atacar pelas laterais, mas sem sucesso. A defesa bem postada era a única coisa boa que o Paraná obteve neste jogo. Tanto que a primeira chance do jogo só apareceu aos 20 minutos, com Arthur, de cabeça, onde a bola passou alguns metros da trave. O tricolor seguia errando muitos passes fáceis e o Londrina começou a aproveitar a situação. Logo em seguida aos 31 minutos numa outra bobeada do setor de meio campo paranista, Allan fez cruzamento no segundo pau e Paulinho livre dentro da pequena área cabeceia para fora (a grande oportunidade do primeiro tempo). 



Na volta do intervalo, insatisfeito com o desempenho da equipe, o técnico Gusso realizou mudanças: colocou o estreante Osmar no lugar de Marcos Paulo para dar mais velocidade ao ataque; substituiu Maikinho - cansado – e lançou Carlinhos, recuperado de lesão. Com isso o tricolor passou a criar boas jogadas ofensivas através da velocidade de seus atacantes. Lucio Flávio teve mais espaço para dimensionar suas jogadas, mas ainda assim o time não mostrava um bom futebol. A equipe teve um pequeno deslancho na partida aos 14 minutos com uma boa oportunidade de Jean, onde o volante apareceu na área e chutou na trave. Logo em seguida aos 16, Carlinhos recebe bom passe em profundidade mas chuta pra fora. É isso mesmo, o Paraná teve somente dois minutos de um bom futebol nesta partida! O Londrina esboçou uma nova pressão, mas nada que assustasse, assim o jogo ficou frio e difícil de assistir. Nenhum dos times demonstrou interesse em vencer a partida. E por essas condições que o elenco paranista comemora sim o “bom resultado” fora de casa contra um concorrente direto na tabela de classificação. Mas o capitão do time, Lucio Flávio, frisa com todas as letras: “Nós desperdiçamos a chance de ganhar a partida”.



Na próxima partida o tricolor pega o Operário, ás 16 hrs, no Estádio Germano Krueger, em Ponta Grossa. Queria agradecer ao Willian pelo texto, ele é o outro piá, do Piás do Futebol, que esse seja o primeiro de muitos.




sexta-feira, 13 de março de 2015

Dia de festa?

Tinha tudo para ser um começo de noite perfeito para o Paraná. As três vitórias trouxeram uma relativa calma para o time. Era o jogo de número 300, pelo Paraná Clube, do Lúcio Flávio. Tudo apontava para uma vitória tranquila e depois iria ter aquela festa para o capitão, mas esqueceram de avisar o Foz do Iguaçu. O visitante não quis nem saber e colocou água no chopp do Paraná!

JOGO

O Paraná começou a partida bem, com mais passe de bola, criando chances de gol e dava indícios de que a quarta vitória seguida viria, porém tudo mudou. Primeiro Lucas Pará (ele tinha feito o gol da vitória, contra o Rio Branco) saiu machucado, depois aos 11 min em uma cobrança de falta o Foz abriu o placar; o zagueiro Leandro Silva de cabeça desviou a bola e mandou pro gol (detalhe é o sétimo gol que o Paraná leva de bola parada. Ao todo a defesa paranista levou 8 gols). Mas aos 15 min, numa cobrança de falta, Lúcio Flávio - o homenageado da noite - teve a chance de empatar a partida, no entanto a bola foi no travessão! Pressionado, o tricolor partiu para o ataque. Lúcio Flávio começou a se destacar com várias chances criadas, que não deram resultado, assim o Foz se fechou.

 E para deixar a torcida mais apreensiva o Paraná fez dois gols no início do segundo tempo, porém os dois foram corretamente anulados. Para colocar mais tensão no jogo o bandeirinha aos 40 min deu pênalti. O juiz concordou, depois voltou atrás. Assim foi o jogo. O Foz se segurou e garantiu a vitória e estragou a festa do Capitão do Paraná. Infelizmente não era o dia mesmo!

Na próxima partida o tricolor pega o Londrina, ás 16 hrs, no Estádio do Café, em Londrina.

Bom já que o jogo 300 não foi aquilo que o Lúcio Flávio esperava, o Piás do Futebol preparou este meme aqui (imagem abaixo), para o homenagear o Capitão, que trouxe muitas alegrias para as torcidas, do Paraná e do Coxa.


  


segunda-feira, 9 de março de 2015

Um final de semana, quase perfeito

Então pessoal, aproveitando que teve muito futebol nesse final de semana, ai vai um resumo, análise e as curiosidades, dos jogos do trio de ferro, tudo isso em três posts e o segundo deles é do Paraná Clube.

PARANÁ CLUBE

O Paraná Clube chegou à Paranaguá com a missão de conseguir a terceira vitória seguida, e também espantar à crise. A tarefa não era nada fácil, pois o Rio Branco estava invicto em casa. Jogando numa postura mais defensiva, o Tricolor buscava o contra-ataque para abrir o placar, e montado pelo Luciano Gusso para explorar essa característica. E para isso, soube aproveitar muito bem a piazada da base durante o jogo. Isso se refletiu na partida, foi dessa forma que o clube da capital fez o seu gol. Em um contra-ataque e com um gol de um piá da base, Lucas Pará. Depois disso assim -como fez contra o Maringá - o Paraná Clube controlou o jogo e garantiu a sua terceira vitória seguida, algo que só o líder Jotinha tinha conseguido no Campeonato Paranaense!

Na próxima rodada o Paraná Clube encara o Foz do Iguaçu, na Vila Capanema, às 19:30 hrs.

 Alguém explica o que aconteceu ai na zaga do Rio Branco?
Vídeo: Paranista1993/ www.youtube.com/channel/UCxIHpCPOQIQmlU9ceBFWIfA 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Dia de jogo






É isso, brincadeiras à parte, boa sorte para Atlético Paranaense, Coritiba e o Paraná Clube (nosso trio de ferro!!!) nas competições: Campeonato Paranaense, Campeonato Brasileiro (Brasileirão), Série B, Copa do Brasil e Copa Sul-Americana. E hoje começa a Copa do Brasil para o futebol paranaense: o Coritiba joga contra o Villa Nova-MG, às 22 hrs, lá no Estádio Castor Cifuentes, em Minas Gerais. E amanhã tem uma análise e curiosidades sobre a partida, até galera! :)

Olá

Vamos as apresentações e explicações. Eu sou Luis Felipe e junto com o meu parceiro Willian Bruno criamos o Piás do Futebol, para mostrar a nossa perspectiva sobre o futebol, com um foco no trio de ferro da capital paranaense (Atlético, Coritiba e Paraná). Junto com isso traremos nesse blog curiosidades, resultados, explicações relacionadas ao futebol, histórias futebolísticas, análise de jogos, Memes e charges e muitas outras coisas!

                         Foto: Jornal Fenix/www.jornalfenix.com.br