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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Um Coritiba mordido

O duelo entre Londrina e Coritiba, de uns anos para cá, se tornou um dos jogos mais eletrizantes e polêmicos do futebol paranaense. E uma semifinal de campeonato com os dois (ainda mais depois daquele jogo épico do Londrina contra o Maringá) não poderia ser diferente. Com polêmicas para os dois lados, boas jogadas e um Tubarão fatal em casa. Esses foram os ingredientes de um jogaço, no qual os primeiros 90 minutos colocaram o Londrina na final. 

O JOGO

O jogo iria ser tenso e bem disputado, logo aos 5 minutos, deu para sentir isso. Quando Paulinho recebeu bom passe, se livrou da marcação, mas Vaná defende e a bola sobra para Lucas Ramon, porém Norberto desarma e derruba ele perto da área (lance bem polêmico). Não demorou muito para o primeiro gol da partida sair, aos 10 minutos, Rone Dias fez um lançamento, Neilson desviou e a bola sobrou para Paulinho que, com muita categoria, encobriu o goleiro do Coritiba. Em desvantagem o alviverde partiu para cima, aos 16, Carlinhos invadiu a defesa do Londrina, com uma boa jogada, mas não achou ninguém para aproveitar o cruzamento. Então como se o jogo já não estivesse tenso o suficiente, no minuto 19, Negueba chapelou Silvio, invadiu a área e foi derrubado (outro lance bem polêmico), mas o juiz não marcou nada. O Tubarão respondeu, aos 26 minutos, Lucas Ramon chutou de fora da área e Welinton tira o perigo, usando o rosto. Em seguida o jogo ficou truncado, com muitas faltas e poucas jogadas, nenhum dos times dava indícios de que iria mudar o placar. Até que, aos 46, Welinton levou mais uma pancada, numa boa jogada, Rone Dias tentou fazer um lançamento, mas a bola mais uma vez vai no rosto do zagueiro do Coritiba. Se tivesse que sair mais algum gol, iria ser no segundo tempo, não havia tempo para mais nada, na primeira etapa da partida!

O segundo tempo começa quente, Arthur faz falta em Luccas Claro. Carlinhos cobrou, porém ela vai para fora. O Tubarão deu o troco, aos 2 minutos, Rone Dias cobrou uma falta, a bola quicou e foi para fora, no entanto o bandeirinha já havia assinalado o impedimento. Ambos os times tentavam criar oportunidades, mas foi o Londrina que quase fez o segundo, aos 10 minutos, Welinton ficou com a sobra da bola, mas bobeou, Paulinho roubou ela fez o drible e chutou no travessão. Aos 14, mais uma chance de bola parada para o Coritiba (até então com ela surgiam as melhores chances do alviverde na partida) Carlinhos cobrou, mas Vitor defendeu tranquilamente. A partida começou a cair de ritmo, muita marcação e pouca inspiração para ambos os lados. Assim foi até com 30 minutos, Lucas Ramon cruzou, Vaná saiu estranho (bem perdido), mas a zaga tirou o perigo. E para quem gosta de futebol arte, aos 33, Negueba deu um lindo chapéu em Arthur, o jogador do Londrina não gostou e fez falta. Levou o terceiro amarelo e ficou fora do jogo no Couto. O Tubarão administrou o tempo, com a vantagem, segurou o Coxa e garantiu uma vitória importante em casa.

Na próxima partida o Coxa vai ter jogar tudo o que não jogou em Londrina para se classificar. E para isso conta com a sua torcida, o jogo vai ser no Couto Pereira, ás 16 hrs. Se vencer por um a zero leva para as penalidades, assim como por 2 gols a 1. Para se classificar o Coritiba precisa vencer por 2 a 0 e se empatar a vaga fica com o Tubarão.




              

terça-feira, 31 de março de 2015

Agora é matar ou morrer!

Antes mesmo de pisar no estádio do Café o Furação já sentia que fugir do torneio da morte, para alcançar a classificação para a fase final, seria uma missão quase impossível! Além de depender de uma combinação de resultados. E mais por causa dessa obrigação de vencer, o Atlético contava que nessa partida, o time finalmente iria vencer e convencer, algo que não aconteceu durante todo o Campeonato Paranaense. 

O JOGO

Com o esquema tático feito por Enderson Moreira para atacar desde o início do jogo, a proposta do Atlético era um 4-3-3 com Dellatorre no lugar de Marcos Guilherme, que representava a seleção olímpica em amistosos. Mas logo na saída de bola já dava para perceber que o rubro negro teria dificuldades no setor do meio campo. No primeiro lance do jogo vimos uma bela troca de passes da equipe do Londrina, que com seis toques de primeira já tinha deixado Kanu em ótima posição para concluir a gol, mas pela falta de técnica do atacante do tubarão e ótima saída de Weverton, o gol dos mandantes não saiu. Aos poucos o jogo foi ficando mais quente. Jogadas mais duras vinham sendo frequentes nos primeiros dez minutos. Aí apareceu o fator que deixaria a partida mais intensa: gol do Cascavel. Como o Furacão dependia da sua vitória e um tropeço da Serpente diante do Foz, este gol anunciado aos 11 minutos mexeu com os nervos atleticanos. Mas a resposta veio rápida, numa bela cobrança de falta, Hernani manda um balaço no travessão e assusta a torcida do LEC. No entanto, se enganava quem achou que o jogo esquentaria tecnicamente. O Londrina passou a cozinhar o jogo e a pressa de buscar o resultado atrapalhava o Atlético. Aos 22 minutos o som do estádio do Café anunciava o gol de empate do Foz, aumentando as esperanças da torcida rubro negra, mas a equipe dentro de campo não fazia nada para merecer a classificação.

Na volta do intervalo Cláudio Tencati - comandante do Londrina – promoveu a volta de Arthur ao time na substituição com o meia atacante Paulinho. Já o Furacão lançou Bruno Motta no lugar de Cléo para dar mais criação no meio campo, o que realmente faltou na primeira etapa. Aos poucos o jogo foi pegando ritmo de decisão novamente. O Atlético preenchia lacunas no meio de campo, mas deixava brechas, onde o Londrina explorava bem o contra-ataque. Depois de sete minutos de bola rolando, num bate rebate dentro da área, Dellatorre desperdiça a primeira oportunidade do segundo tempo. Instantes depois numa cobrança de lateral rápida do tubarão, Arthur, que acabara de entrar no jogo, recebe uma bola na intermediária e pega a defesa em linha. Sozinho e com velocidade, o atacante dispara em direção ao gol. Frente a frente com o arqueiro atleticano e com um toque sutil de cavadinha, abriu o placar no interior do estado. Já estava difícil criar jogadas com o placar zerado, agora com o gol do Tubarão, tudo ficava ainda mais complicado. Então o Atlético se lançou ao ataque e cedeu ainda mais espaço para o Londrina. Aos 22 minutos Enderson Moreira colocou Douglas Coutinho no lugar de Bady, mas a substituição não surtiu nenhum efeito. O Tubarão voltou a tomar conta do setor de criação e cozinhou o jogo até o final. Sem forças para uma reação ou pressão e com gritos de “vergonha, time sem vergonha” de sua torcida, o Atlético via sua participação no torneio da morte se consolidando.

Após o apito final, Douglas Coutinho disse: “não adianta pensar que perdemos a classificação nesse jogo. Foi punição pelo nosso campeonato”.  Agora o Furacão tem  a obrigação de vencer e convencer nas rodadas do tenebroso torneio da morte!

Na próxima partida o Furacão troca o “chip”, faz sua estreia na Copa do Brasil, e pega o Remo, no Mangueirão, em Belém do Pará, ás 21:50. Lembrando que se o Atlético vencer por 2 gols de diferença ou mais, elimina o jogo de volta.




É não foi fácil o caminho do Furacão nesse campeonato (e no fim ainda foi atacado pelo Tubarão), faltou futebol, planejamento e sobraram erros, a consequência disso é disputar o Torneio da Morte. Essa é a chance de arrumar as coisas, ver o que está errado, planejar o time e por fim (mais importante) se redimir com a torcida. E outra coisa pessoal esse texto é do Willian, tava me apropriando indevidamente kk, então tá ai parceiro seus créditos. 

domingo, 22 de março de 2015

Um tipíco, zero a zero

Em mais uma partida irregular do time, o tricolor consegue “arrancar” um empate fora de casa contra o Londrina. Mas desperdiça uma grande oportunidade de recuperar o caminho das vitórias e ultrapassar um rival direto na tabela. Com algumas modificações feitas pelo técnico Gusso a equipe ficou congestionada no meio campo e não construiu boas jogadas no setor ofensivo. Resultado: Um 
0x0 broxante!


O JOGO



Para quem teve o privilégio de acompanhar ao vivo esta partida teve vários motivos para se arrepender depois. O pré-jogo até dava sintomas que a partida seria quente, mas nada disso aconteceu. Com a presença de apenas um atacante de ofício dentre os 11 titulares escalados por Gusso, Maikinho tinha o papel de trazer os “tentos” que dariam à vitória tricolor no norte do estado. No primeiro tempo tivemos um Paraná muito povoado no meio campo, mas sem nenhuma criatividade para desenvolver jogadas boas que resultassem em perigo ao Londrina. Com isso o Tubarão passou a pressionar a saída de bola e atacar pelas laterais, mas sem sucesso. A defesa bem postada era a única coisa boa que o Paraná obteve neste jogo. Tanto que a primeira chance do jogo só apareceu aos 20 minutos, com Arthur, de cabeça, onde a bola passou alguns metros da trave. O tricolor seguia errando muitos passes fáceis e o Londrina começou a aproveitar a situação. Logo em seguida aos 31 minutos numa outra bobeada do setor de meio campo paranista, Allan fez cruzamento no segundo pau e Paulinho livre dentro da pequena área cabeceia para fora (a grande oportunidade do primeiro tempo). 



Na volta do intervalo, insatisfeito com o desempenho da equipe, o técnico Gusso realizou mudanças: colocou o estreante Osmar no lugar de Marcos Paulo para dar mais velocidade ao ataque; substituiu Maikinho - cansado – e lançou Carlinhos, recuperado de lesão. Com isso o tricolor passou a criar boas jogadas ofensivas através da velocidade de seus atacantes. Lucio Flávio teve mais espaço para dimensionar suas jogadas, mas ainda assim o time não mostrava um bom futebol. A equipe teve um pequeno deslancho na partida aos 14 minutos com uma boa oportunidade de Jean, onde o volante apareceu na área e chutou na trave. Logo em seguida aos 16, Carlinhos recebe bom passe em profundidade mas chuta pra fora. É isso mesmo, o Paraná teve somente dois minutos de um bom futebol nesta partida! O Londrina esboçou uma nova pressão, mas nada que assustasse, assim o jogo ficou frio e difícil de assistir. Nenhum dos times demonstrou interesse em vencer a partida. E por essas condições que o elenco paranista comemora sim o “bom resultado” fora de casa contra um concorrente direto na tabela de classificação. Mas o capitão do time, Lucio Flávio, frisa com todas as letras: “Nós desperdiçamos a chance de ganhar a partida”.



Na próxima partida o tricolor pega o Operário, ás 16 hrs, no Estádio Germano Krueger, em Ponta Grossa. Queria agradecer ao Willian pelo texto, ele é o outro piá, do Piás do Futebol, que esse seja o primeiro de muitos.