quarta-feira, 8 de abril de 2015

Não tem defesa que segura o artilheiro!

Chegou a hora! Tudo o que aconteceu na primeira fase não importava mais, agora é mata-mata, e o Coritiba sabia muito bem disso. Sem falar que o jogo era complicado, o Cascavel estava invicto em casa e ainda não tinha sofrido gols. Então o Coritiba precisava muito que seu ataque estivesse inspirado, dito e feito, além do ataque estar afiado. Era o dia de um piá da base, que resolveu o jogo, Rafhael Lucas. Com o isso o Coxa está a um passo das semifinais.

O JOGO

Os primeiros minutos do jogo deram um indício do porque o Cascavel estava invicto, do motivo de ainda não ter tomado gols em casa, com uma boa marcação e uma forte defesa não deixava o Coritiba chegar perto do gol. E então se tivesse a chance partiria pro contra-ataque, com lançamentos, e assim surgiu a primeira chance do jogo, aos 7 minutos, Maurício lançou para Henrique Dias que tentou encobrir o Vaná, mas a bola foi para fora. Os dois times tentavam criar oportunidades, mas como o jogo era "truncado", as chances não eram muito efetivas. Para tentar penetrar na defesa da Serpente, aos 13 minutos, Negueba tentou surpreender o goleiro Juninho, mandou uma bomba de fora da área, no entanto o goleiro fez uma boa defesa. A partir dai, o jogo mudou, os dois times partiram para cima, e no minuto 17 foi a vez do Cascavel assustar, Marquinhos, de fora da área, chutou e a bola passou perto do gol do Coritiba. Ambos os times tentavam inaugurar o placar, o Coritiba com Negueba, que criava as principais chances e o Cascavel com Tony. Até que um "fogo amigo" assustou a defesa da Serpente, aos 29, Maurício tentou tirar a bola da área, mas cabeceou contra o próprio gol e Juninho no reflexo defendeu. Aos 35, um lance que não tem nada de futebol, Dime se confundiu achou que estava no octógono e acertou uma voadora em João Paulo (o volante sofreu uma fissura no nariz e foi levado para o hospital). Aos 40 minutos, mais uma chance de fora da área para o Cascavel, Mauricio chutou e o goleiro do Coxa fez uma difícil defesa, mas aos 42 a rede balançou, escanteio para o Coritiba, Welinton desviou e Alan Santos, de cabeça, mandou pro fundo do gol. Com isso acabava por enquanto a invencibilidade do Cascavel em casa e também a Serpente levava o primeiro gol em seus domínios. Depois disso uma última chance antes de acabar a partida, Alan Santos fez uma boa jogada tocou pro Rafhael Lucas, mas o goleiro defendeu. E dessa forma terminou o primeiro tempo.          

No segundo tempo, o Coritiba mostrou que queria mais, aos 4 minutos, após boa jogada, Rafhael Lucas recebeu a bola dentro da área e chutou no travessão. Em seguida foi a vez do Cascavel, Tony invadiu a área e tocou na saída do Vaná, porém o gol foi anulado (lance polêmico que gerou dúvidas). O Coxa respondeu e foi fatal, com 6 minutos de jogo, Negueba tentou o cruzamento, a zaga da Serpente tirou, mas a bola sobrou no pé do Rafhael Lucas, que não perdoou, e de canhota mandou no canto do goleiro, assim chegou ao décimo gol no campeonato. Aos 8 minutos, Alan Santos quase marcou o segundo dele, mandou uma bomba de fora da área e assustou o goleiro Juninho. Com 10 minutos, Tony fez o gol, mas foi anulado novamente. Os dois times seguiram criando, mas nada mudou no placar. O Coxa começou a administrar a partida, tocou mais a bola e criou algumas chances, mas quando tudo parecia tranquilo, a Serpente assustou de novo, aos 32, Dime chutou bem de fora da área e Vaná (com dificuldades) defendeu. Mas no minuto 33, ele de novo, Rafhael Lucas fez uma pintura, recebeu o cruzamento do Negueba e com uma linda jogada tirou do zagueiro e mandou pro fundo do gol. No finalzinho do jogo, o Cascavel quis tira o prejuízo, aos 42, após um bate e rebate na área, a bola bateu na canela do Tony e ia pro gol, mas o goleiro alviverde defendeu. E pra terminar o jogo, após jogada na área do Coritiba, Carlinhos colocou a mão na bola e o juiz deu pênalti. Everton cobrou bem (o Vaná até acertou o canto) e foi comemorar (como se não houvesse amanhã com a torcida) e assim terminou o jogo, os primeiros noventa minutos, pela vaga na semifinal, que será decidida no Couto Pereira.

Na próxima partida o Coritiba faz o jogo de volta, às 19:30, no Couto Pereira, com o resultado conseguido em Cascavel pode perder por um gol, o Cascavel para se classificar tem que vencer por 3 gols e se vencer por dois a zero leva a decisão para as penalidades. 



terça-feira, 7 de abril de 2015

Pressão do início ao fim, da torcida

O Atlético iniciou sua trajetória no Torneio da Morte neste domingo, contra o Prudentópolis, diante da pressão da torcida rubro-negra para se livrar do vexame de ser rebaixado no campeonato. A partida era marcada também pela estreia da tecnologia instalada na arena da Baixada: a primeira vez que o teto retrátil seria utilizado. A tecnologia foi tanta que fechou o estádio para excluir o mal tempo, mas se empolgou e evitou também o bom futebol que se era esperado!

O JOGO

A pressão era encima do elenco atleticano. Uma vitória era mais do que obrigatória, mas a torcida esperava que ela viesse de forma incontestável! O time de Enderson Moreira para enfrentar o Prude sofreu uma baixa pouco tempo antes da partida começar: o volante Deivid sentiu dores musculares e foi vetado pelo DM (Departamento Médico). O jogo se inicia e logo no primeiro minuto, a equipe visitante leva muito perigo ao gol de Weverton. Gustavo faz bela jogada pela esquerda, dá um drible – ou dibre -  desconcertante e chuta em direção ao gol. A bola desvia em Gustavo e passa muito perto da trave. O Tigre, como é conhecido no interior, faz uma pequena pressão, faz das bolas aéreas sua arma principal e cria algumas chances nos primeiros cinco minutos. Mas aos 6, na primeira jogada do Atlético, Eduardo trabalha a jogada próximo à grande área, joga a bola para Felipe na direita que, com categoria cruza na medida para Douglas Coutinho finalizar de cabeça, e abrir o placar! Com o gol o Furacão criou uma postura tranquila na partida e o Prude avançou ao ataque, deixando a torcida atleticana irritada. Com jogadas de linha de fundo e bolas alçadas na área, aos poucos a equipe visitante foi tomando conta do jogo. Weverton vinha sendo acionado várias vezes e com defesas tranquilas, garantia o zero no placar rubro negro. Mas aos 23 veio um lance “polêmico”. Numa cobrança de escanteio, o meia Wellignton desvia de cabeça e o goleiro atleticano faz um milagre e tira sob a linha do gol: pelo menos foi essa a decisão que o bandeirinha tomou no momento. O time de Prudentópolis reclamou que a bola já teria ultrapassado a linha da meta adversário, assim totalizando em gol. Quem assistia pela TV também teve a nítida impressão de gol, mas como não temos o recurso tecnológico nos estádios (ainda bem), o placar permaneceu favorável ao Furacão! Após o susto, o jogo fica morno, as equipes se equilibram e poucas chances aparecem. Marcos Guilherme pelo lado do Atlético, e Lucas pelo Tigre, arriscam de fora da área, mas ambos sem sucesso. Assim se foram as oportunidades do primeiro tempo, que acaba sobre protesto da galera rubro negra.

Insatisfeito com o que o time pouco apresentou, Enderson substituiu Bady por Caíque, para dar mais movimentação no ataque. Nos primeiros movimentos da partida jpa víamos que a tônica seria parecida com aquilo que se executava no primeiro tempo. Prudentópolis aproveitando as laterais e fazendo cruzamentos e o Atlético marcando e explorando a criação no meio campo. A primeira oportunidade de gol foi do time visitante: aos 3 minutos, em cobrança de falta, Lugano tenta de cabeça, Weverton faz boa defesa e no rebote, Serjião camisa 9 fura, e desperdiça de forma incrível o gol. O furacão se reanima no jogo e vai pincelando as jogadas no meio campo. E, aos 7 minutos, Caíque que acabara de entrar no intervalo, recebe bom passe de Marcos Guilherme, e com chute mascado consegue o segundo tento para o Atlético. Com o placar assegurado e por contar com um elenco que tem mais qualidade de que seus adversários neste torneio, a torcida rubro negra viu que o time não necessita de muitos esforços para se livrar do rebaixamento. Mas ela pressionará o time para que mostre um futebol convincente para “limpar a imagem” negativa que a participação neste torneio traz para o clube e prosperar algo útil no campeonato nacional. O jogo ficou morno de certa forma que ambas as equipes não esperavam a hora do jogo se encerrar, para que a próxima rodada chegasse e a sorte fosse lançada novamente.

O Torneio da Morte consiste em rodadas de turno e returno, e quem somar menos pontos nesta edição, não sobreviverá! O próximo passo para continuar na elite do futebol paranaense, o Furacão vai à Rolândia enfrentar o Nacional, na quinta-feira, às 19:30. 


Classificação? Embala pra viagem

A partida que inaugurava a abertura da fase decisiva do campeonato tinha a expectativa de repetir a dose do primeiro encontro das equipes, que se enfrentaram na 10ª rodada na casa do Operário. Naquela oportunidade o Tricolor da Vila venceu e convenceu: 3x1 incontestável e classificação assegurada à fase mata-mata. Mas “dentro de casa”, novamente o Paraná não demonstrou seu ímpeto e não saiu do empate com o Fantasma. Agora a equipe da capital vai tentar seguir sua sina de mostrar seu verdadeiro futebol fora de casa e avançar na competição em Ponta Grossa.

O JOGO                                                                                   

Com a volta de Lucio Flávio e Netinho, poupados no jogo da Copa do Brasil, Luciano Gusso colocou força máxima para fazer frente ao Fantasma. Por conta dos laudos vencidos da Vila Capanema, o Paraná teve que mandar seu jogo no Couto Pereira, nesta primeira partida das quartas. E a torcida paranista marcou presença! O jogo se iniciou com o time da Vila Capanema marcando sob pressão, avançando pelas laterais e explorando a habilidade de Rossi, que construía as melhores jogadas nos primeiros cinco minutos. No entanto, quem realmente chegou perto de abrir o placar foi o Operário. Aos cinco minutos, uma inversão de bola feita por Pedrinho da direita para à esquerda, chegou até a grande área tricolor e, de primeira, Ruy arremata levando perigo ao goleiro Marcos. O jogo vai ganhando mais movimentação das duas equipes, que aproveitam bem o setor de criação e exploram a velocidade de seus atacantes. Aos 12, Douglas recebe ótimo lançamento em profundidade, avança para a grande área, mas peca na finalização e assusta novamente a torcida paranista. O Paraná esbarra na forte marcação do time de Ponta Grossa, e muitas faltas são anotadas pelo árbitro. A válvula de escape do time era explorando a velocidade de Rossi. O jovem atacante sempre buscava alternativas pelas laterais e cruzamentos. A grande oportunidade do primeiro tempo surgiu no último lance. Bola alçada na área de um escanteio cobrado por Lucio Flávio, de cabeça o pequenino Rossi finaliza em direção ao gol exigindo grande defesa de Jhonathan, que deu rebote, mas de voleio, Carlinhos desperdiça a chance de abrir o placar.

Na volta do intervalo o Paraná segue a mesma dinâmica e tenta investir numa pressão nos minutos iniciais, mas a forte marcação do time visitante impede a ação dos atacantes do Tricolor. No minuto cinco, Rossi faz uma jogada alá futevôlei e, com um passe de peito, ajeita a bola para Ricardinho, que de primeira arrisca ao gol e leva muito perigo à meta do Fantasma. Instantes depois, aos 12, Rossi avança da intermediária, corta o zagueiro e de fora da área fuzila em direção ao gol, mas Jhonathan mostra agilidade e faz outra grande defesa. Esse embate entre Rossi e Jhonathan, como você pode perceber, já vem se desenhando há algum tempo, mas o ‘auge’ deste confronto chegou no minuto 23. Após um suposto encontro desnecessário com Ricardinho, o arqueiro do Operário simula falta e se joga em campo. O Tricolor revoltado com a atitude do goleiro faz pressão em cima da arbitragem, e de forma mais acentuada, Rossi reclama e recebe cartão amarelo. Irritado, continua pronunciando-se de forma contrária à falta marcada e recebe cartão vermelho! O jogo prossegue, e com um à menos o clube da capital se fecha e tenta assegurar o empate diante sua torcida. Operário com a vantagem de um jogador se atira a frente, tenta abrir o placar com arremates de longa distância e bolas paradas, mas esbarra em grandes defesas do goleiro paranista. Aos 30, numa cobrança de falta, Marcos espalma para frente e no rebote, Juba chutou no canto, e no reflexo, com o pé esquerdo, Marcos novamente evita o gol. Aos 39 a bola chega a balançar a rede, mas o bandeirinha marca impedimento do ataque do Operário. A partida volta a se concentrar em jogadas duras e o relógio anda. Paraná se segura e garante o resultado de igualdade, já o time do Fantasma se poupa e leva a decisão para sua casa.

O próximo encontro das duas equipes será realizado nesta quarta-feira, dia 08, em Ponta Grossa, às 22 hs. Um novo empate sem gols leva a decisão da vaga às penalidades, assim como um empate com gols. Uma vitória fora de casa classifica o Paraná para as semifinais. Operário necessita da vitória para poder chegar à próxima etapa do campeonato!


domingo, 5 de abril de 2015

Um empate amargo

Enfim chegou esse, que na teoria iria ser o primeiro jogo do time principal na temporada, mas que por alguma razão isso não aconteceu. Entrou antes do previsto (estreou no Campeonato Parananense, no jogo contra o Foz) e infelizmente ainda não jogou um bom futebol, com uma campanha ruim (três vitórias, dois empates e seis derrotas), não se classificou e agora disputará o Torneio da Morte. Mas esse era o jogo da mudança, a chance que o Atlético precisava para dar a volta por cima! Era a estreia na Copa do Brasil, uma outra competição, talvez era isso que iria dar "liga" no time, mas as coisas não aconteceram como o esperado. 

O JOGO

O jogo começou e logo no início da partida o Remo mostrou que iria dar trabalho, criou jogadas e aproveitando a sua torcida, partiu para cima. Para tentar buscar o seu gol, o Furacão começou a trocar passes, então aos 7 minutos surgiu a primeira chance, com uma cobrança de falta, mas Bady cobrou mal e a bola foi longe do gol. Então o Remo respondeu aos 13, Eduardo Ramos aproveitou uma sobra de bola, chutou de esquerda, de fora da área, mas mandou longe do gol. A partida estava ficando "truncada", poucas chances e muita marcação, até que aos 19 minutos o Remo quase abriu o placar: Eduardo Ramos recebeu cruzamento de Rony e de primeira mandou pro gol, porém a bola foi na trave. O Atlético estava perdido em campo, o time paraense percebeu essa fragilidade e o Remo criava suas chances, no entanto o rubro-negro respondeu: aos 27 minutos, Lucas Olaza cruzou, Delatorre tentou de primeira e a bola foi na trave esquerda do Fabiano. Após isso os times foram tentando criar suas chances, o Remo com Eduardo Ramos e Rony e da parte do Atlético Lucas Olaza estavam se destacando, mas nada que mudasse o placar. Então nos minutos finais o Remo conseguiu dois bons momentos com Val Barreto, aos 42, com um bom chute de canhota e no minuto 45, com Alberto, que recebeu passe de Eduardo Ramos e mandou uma bomba à esquerda do gol. Essa foi a última chance de gol no primeiro tempo.

No segundo tempo, ele veio: o gol, e bem rápido! Douglas Coutinho faz boa jogada, chuta, o goleiro defende e no rebote Delatorre chutou na mão de Ciro Sena, o juiz deu pênalti (tudo isso aconteceu com um minuto de jogo). Felipe cobrou e abriu o placar. O jogo seguiu os times criavam suas chances, o Remo buscava o empate e o Atlético precisava fazer mais um gol, para eliminar o jogo de volta, mas quem chegava com perigo era o time paraense. O Furacão estava se segurando, porém o Remo dominava as ações da partida. Até que não teve jeito, aos 30 minutos Eduardo Ramos cruzou na medida para Igor João, que de cabeça mandou pro gol, para alegria da torcida! Com o empate o rubro-negro teria que fazer mais 2 gols para eliminar o jogo de volta. Não foi o que aconteceu. Remo tomou conta do jogo e partiu para cima em busca da virada, o Furacão recuou e o time paraense aproveitou. Criou várias chances mas nenhuma resultou em gol. E não tinha mais tempo para nada. O juiz apitou e o Atlético ficou no empate. E com isso não eliminou o jogo de volta, que acontece dia 16, na Arena da Baixada. Desta forma o rubro-negro pode empatar sem gols, por causa do gol fora de casa, que se classifica.

Na próxima partida o Atlético, encara o Prudentópolis, na estreia do Torneio da Morte, às 18:30, na Arena da Baixada. E assim tem a chance de recomeçar, buscar o bom futebol e finalmente se redimir com a sua torcida.

        

sábado, 4 de abril de 2015

“Troca de chip” traz vantagem ao Tricolor

Depois de celebrar a classificação à fase final do estadual, o Tricolor da Vila Capanema muda o foco durante a semana e estreia na Copa do Brasil, contra o Jacuipense. Vitória magra em solo baiano não elimina jogo de volta, mas traz boa vantagem ao Paraná.

O JOGO

O técnico Luciano Gusso poupou algumas das principais peças do elenco por conta do desgaste físico e para poder continuar com força total na disputa do título estadual. A equipe paranista que entrou em campo na estreia da Copa do Brasil nesta quarta-feira, teve uma motivação especial: caso o clube conseguisse avançar logo no jogo de ida, ganharia uma premiação de R$ 240 mil – convenhamos que para uma equipe com crise financeira, não é nada mal! Mas logo quando a bola rolou já dava para ver que seria difícil arrancar bons frutos nesta partida. Lucas Sotero e Marcos Serrato tomavam a iniciativa de criação pelo lado tricolor, mas o campo irregular prejudicava o andamento do jogo e a bola mal chegava ao ataque. A primeira tentativa de abrir o placar apareceu aos 7 minutos, com Lucas Sotero, onde invadiu a área e chutou cruzado. Com um equilíbrio defensivo e proposta de jogar no contra-ataque, a equipe do interior baiano neutralizava bem o setor de criação do Paraná, e aos poucos ia explorando os vacilos da equipe paranista. Mas ficou por isso só, nada mais foi criado com perigo por nenhuma das equipes na primeira etapa.

No complemento do jogo nos minutos iniciais, o time da Vila esboçou uma pressão com chutes de fora da área, jogadas em velocidade e cruzamentos, mas nenhuma que chegasse a conclusão de gol. E dessa forma o time do Jacuipense cresceu na partida e, aos 7 minutos da segunda etapa criou a primeira grande oportunidade: Marclei recebeu bola em profundidade e saiu frente a frente com o arqueiro tricolor, mas desperdiçou concluindo para fora. Marcos foi sendo acionado aos poucos e com belas defesas foi segurando o zero no placar, favorável ao Paraná. Uma das defesas Marcos foi exigido por um arremate de fora da área, onde Ananias contou com um desviou na zaga. Logo em seguida Luciano Gusso ordenou uma nova postura do seu time em campo, e a equipe aderiu. Utilizou de mais bolas em velocidade e boas trocas de passes no meio campo. Aos 24 minutos, Carlinhos manda uma bomba em direção ao gol e esbarra em grande defesa do goleiro do time baiano. Aí apareceu o ‘dedo do técnico’: comandante tricolor saca Sotero e promove Yan Phelippe – cria da base. Jovem atacante entrou nos minutos finais da segunda etapa e colocou fogo na partida com boas movimentações no campo. Ananias mais uma vez levou perigo à meta paranista com um chute na trave, com outra defesa do goleiro Marcos. Depois desse lance o Paraná tomou conta do restante da partida, com boas tramas no setor ofensivo e belas chances de gol. E no minuto 35, Ricardinho alça bola na grande área para o Yan Phelippe, que de cabeça, arremata ao gol e abre o placar. É o primeiro gol do atacante pelo profissional! Com a vantagem no placar a equipe cozinhou o jogo e esperou o apito final para celebrar a vitória.

Com o resultado de 1x0 favorável no placar, Paraná não eliminou a partida de volta, mas trouxe para Curitiba uma boa vantagem para se classificar à segunda fase da competição nacional. Agora com um resultado de igualdade no dia 15 de abril, diante de seu torcedor na Vila Capanema, a equipe tricolor passará adiante. Caso o resultado se inverta e o Jacuipense vença pelo placar mínimo, a vaga será decidida nos pênaltis.


O próximo confronto do Paraná será válido pelas quartas de final do estadual, diante o Operário, no Couto Pereira, neste sábado às 18:30.


E aqui vai um link para galera conhecer um pouco mais do Tigre da Vila, o Saulo.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Tabelas

Então pessoal para todo mundo ficar informado, nesse post vamos trazer a tabela final da primeira fase, do Torneio da Morte e claro a do mata-mata! E algumas explicações para todo mundo ficar por dentro de tudo que vai acontecer no Campeonato Paranaense 2015, a partir de agora.

Tabela final da primeira fase

  
Fotos: http://globoesporte.globo.com/pr/futebol/campeonato-paranaense/index.html

Torneio da Morte 


DESCENSO OU TORNEIO DA MORTE

As quatros últimas equipes desta classificação da primeira fase, logo aquelas que não se classificaram para a disputa do título, farão parte do Torneio da Morte. Essa nova fórmula incrementa ainda mais uma disputa esquentadíssima para evitar a queda de dois clubes para a segunda divisão paranaense. Nesse seleto grupo estão o Prudentópolis, que somou apenas 3 pontos em 11 jogos; Nacional de Rolândia que pontou 4 vezes; Rio Branco com campanha de 10 pontos; e a surpresa negativa da competição: Atlético que somou 14 pontos e abriu o grupo do descenso.

O regulamento determina que estes quatros clubes iniciem a tabela com pontos zerados. Serão confrontos de pontos corridos, com turno e returno. Os dois clubes que somarem a menor quantidade de pontos nesse torneio serão rebaixados, assim participarão da segundo divisão do Paranaense, em 2016, abrindo duas vagas aos clubes que tiveram melhor participação na categoria de acesso à elite do futebol do estado.

Os jogos já se iniciam neste final de semana de Páscoa, com bons jogos tanto pela briga ao título quanto à permanência na primeira divisão!

Mata-mata



O mata-mata é definido da seguinte forma: utiliza-se a classificação da primeira fase, nela os que ficaram do primeiro ou oitavo lugar se classificam. Os confrontos são divididos assim: primeiro x oitavo, segundo x sétimo, terceiro x sexto e quarto x quinto. Lembrando que do primeiro ao quarto lugar faz o segundo jogo em casa. Após as quartas, temos as semifinais e a final do Paranaense. Que assim que forem definidas serão colocadas nesse post!

E que venha o mata-mata!

Esse era um dos jogos mais esperados, por ser um clássico e também por toda a polêmica sobre onde iria ser a partida (que no final foi decidido que iria ser na Vila Capanema mesmo, porém com portões fechados), além é claro de ser a chance dos dois times fecharem, com chave de ouro, a primeira fase. Tinha tudo para ser um bom jogo, mas não foi, uma pena! Quem sabe esse jogaço acontece no mata-mata?

O JOGO

A expectativa era de um clássico disputado e de bom futebol, os primeiros minutos já davam um indício que seria, apesar de ser um jogo sem torcida (que muitas vezes é o décimo segundo jogador), do Coritiba não ter ido com força máxima e do Paraná estar sem a sua zaga titular. Logo no primeiro minuto surgiu a primeira chance, Lucas Otávio cruzou para o Rafhael Lucas, que chutou, o goleiro Marcos defendeu e no rebote Cáceres perdeu a oportunidade de abrir o placar, em seguida o Paraná respondeu. Aos 4 minutos, Ricardinho chutou cruzado e forte, a bola balançou a rede, mas pelo lado de fora. As chances vinham aparecendo, o jogo estava bem disputado. Aos 25 min o Vaná mostrou qualidade, Rossi recebeu lançamento do Lúcio Flávio e de primeira mandou pro gol, o goleiro do Coxa no reflexo defendeu. Como a síntese do jogo era toma lá da cá, no minuto 28, Rafhael Lucas recebeu na pequena área, chutou, mas o zagueiro Bianor salvou o Tricolor. Numa última tentativa de abrir o placar, no primeiro tempo, Rafhael Lucas aproveitou a cobrança de falta, cabeceou, mas novamente a defesa do Paraná apareceu, tirou em cima da linha e impediu o gol. Depois de todas essas chances o gol, tanto para o Paraná Clube ou para o Coritiba, parecia uma questão de tempo.

No segundo tempo, as duas equipes começaram com tudo, mas quem teve a chance mais clara de abrir o placar, foi o Tricolor. Com 12 minutos de jogo, Rossi invadiu a área alviverde, chutou forte e mais uma vez o Vaná salvou. E então chegou uma expectadora para o jogo: a chuva! No entanto nem ela parecia que iria impedir a fluidez do jogo. Lúcio Flávio cobrou a falta aos 23, e o volante Jean de cabeça mandou no travessão, e então infelizmente essa foi a última grande chance de tirar o zero do placar. Após ela, Yan, atacante do Tricolor, até tentou mudar o jogo, aos 34 quando cruzou para o Marcos Serrato, porém ele mandou por cima do gol do Vaná e aos 45 quando recebeu uma bola, mas estava impedido. E então assim como aquela tarde de domingo chuvosa e sem graça, terminou o jogo.

Agora não tem mais espaço para os erros, agora é mata-mata. Um jogo em casa e outro fora e quem perder está fora! Se a primeira fase tinha um clima mais festivo e não havia pesava tanto uma derrota, agora é diferente, o clima é mais tenso, e as equipes vão com tudo para vencer. E que venham os jogaços!

Na próxima partida o Coritiba vai para Cascavel, encara a Serpente pelo jogo de ida, no Olímpico Cascavel, ás 16 hrs. Já o Paraná Clube pega o Jacuipense, no Valfredão, na Bahia, fazendo a sua estreia na Copa do Brasil, ás 20:30. Lembrando que se vencer por 2 ou mais gols de diferença, elimina o jogo de volta, na Vila Capanema.


              O Paraná Clube começou o ano cercado de dúvidas sobre o time, técnico e principalmente sobre as questões extra-campo (crise financeira). Após um início bem irregular de campeonato, o time pegou ritmo, mostrou um instinto matador fora de casa e com um belo trabalho do técnico Luciano Gusso, no qual ele finalmente fez aquilo que todos esperavam, colocou a base para jogar, e tirou o máximo do elenco que dispõe. Isso explica o bom campeonato que o Paraná fez e a classificação merecida.

Já o Coritiba entrou no Paranaense 2015 com o objetivo de se redimir pela campanha do ano passado, e logo no começo mostrou que veio para ser campeão. Tropeçou uma única vez, para o Foz, mas depois se recuperou engatou uma sequência de vitórias, para ultrapassar o Jotinha (até então era líder), quando tomou a ponta, no confronto direto. Continuou jogando bem e terminou a primeira fase num empate contra o Paraná (aliás que está nesse post). Tudo isso só foi possível porque os reforços deram liga, o Marquinhos Santos ajeitou o esquema (ainda falta um 10, mas o Negueba está dando conta) e claro tem o artilheiro do campeonato (9 gols), Rafhael Lucas, prata da casa, que aproveitou sua chance e com seus gols ajudou o time, encantou o Paraná com o seu futebol e tem tudo para encantar o Brasil!